Pular para o conteúdo
WhatsApp

Sistemas e automação

Planilha ou sistema: quando a planilha passa a custar caro

A planilha não é o problema. O problema é continuar nela depois que a operação cresceu. Veja como identificar o ponto de virada.

Publicado
Atualizado
Leitura
4 min

Toda empresa começa na planilha, e faz bem. Ela é rápida, barata e não exige que ninguém decida nada antes de começar. O problema nunca é a planilha em si: é o dia em que a operação cresceu e ela continuou sendo o sistema oficial da empresa.

Esse dia costuma passar despercebido, porque o custo dela não aparece em lugar nenhum. Não tem fatura, não tem mensalidade, não tem linha no balanço. O custo aparece em retrabalho, em decisão errada e em venda que ninguém fez.

Quatro sinais de que já passou da hora

1. Existe mais de uma versão da verdade. Se alguém já perguntou “essa é a planilha atualizada?”, a resposta institucional da empresa passou a depender de quem você pergunta. Duas pessoas olhando números diferentes tomam decisões diferentes.

2. Alguém é insubstituível por causa de um arquivo. Quando só uma pessoa entende a planilha do financeiro, a empresa terceirizou a continuidade da própria operação para as férias dela.

3. O retrabalho virou rotina. Copiar do WhatsApp para a planilha, da planilha para o sistema fiscal, do sistema fiscal para o relatório. Cada transporte manual é uma chance de erro, e o erro só aparece quando já custou algo.

4. Você não confia no número sem conferir. Se antes de mandar um relatório você abre a planilha para checar, o dado não é confiável. Dado que precisa de conferência não é dado, é rascunho.

O custo real, em conta simples

O custo real da planilha é o tempo que a equipe gasta com ela, e dá para medir em reais. A conta é simples: somar as horas semanais de preenchimento, busca e retrabalho, multiplicar pelo custo da hora de quem faz e depois por 52 semanas. Some, por semana:

  • horas que a equipe gasta preenchendo, copiando e conferindo;
  • horas gastas procurando informação que existe mas ninguém acha;
  • retrabalho por erro de digitação ou versão errada.

Multiplique pelo custo da hora dessas pessoas e por 52. O número costuma surpreender, e ele ainda está incompleto: falta a venda perdida porque o follow-up não aconteceu e a decisão adiada porque o número não estava pronto.

Essa conta é a que interessa. Sistema não se justifica por ser moderno; se justifica quando custa menos que o improviso que ele substitui.

Quando a planilha ainda é a resposta certa

A planilha continua sendo a resposta certa quando o processo ainda muda toda semana, quando uma pessoa só usa o arquivo que ela mesma criou, quando é simulação e não registro de operação, ou quando o volume é baixo e estável. Nesses casos, trocar por sistema cedo demais custa dinheiro. Em detalhe, a planilha vence quando:

  • o processo ainda está mudando toda semana e ninguém sabe o formato final;
  • uma pessoa só usa e ela mesma criou;
  • é simulação, cenário ou estudo, não registro de operação;
  • o volume é baixo e estável, sem previsão de crescer.

Trocar cedo demais custa dinheiro e engessa um processo que ainda estava aprendendo.

O que fazer antes de trocar

Antes de trocar a planilha por um sistema, três passos evitam começar errado: mapear o fluxo como ele é hoje, escolher um gargalo em vez de migrar tudo de uma vez e padronizar os dados antes de importar. São eles que decidem se o sistema novo vai ser usado pela equipe ou abandonado:

Mapeie o fluxo como ele é, não como deveria ser. Sistema construído sobre o processo idealizado obriga a equipe a trabalhar de um jeito que ela não trabalha, e sistema que atrapalha não é usado.

Escolha um gargalo, não tudo. A migração completa de uma vez é a receita mais cara e mais arriscada. Comece pelo processo que mais custa hoje.

Padronize os dados antes de importar. Nome de cliente escrito de três formas diferentes vira três clientes no sistema novo. Essa limpeza é chata e vale cada minuto.

Como costuma ser a virada

O caminho que dá menos susto é rodar os dois em paralelo por algumas semanas. O sistema entra no ar, a planilha continua sendo preenchida, e você compara os números. Quando eles baterem por duas ou três semanas seguidas, a planilha é desligada sem drama e sem parar a operação um dia sequer.

Se você reconheceu a sua empresa em pelo menos dois dos quatro sinais, o diagnóstico gratuito aponta qual gargalo vale resolver primeiro e o que ele custa hoje. São 30 minutos, e você sai com o caminho na mão, feche negócio ou não.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam sobre isso.

Planilha é sempre ruim?

Não. Planilha é excelente para pensar, simular e organizar o que ainda está tomando forma. Ela passa a custar caro quando vira o registro oficial de um processo que várias pessoas executam todo dia.

Perco meu histórico ao migrar para um sistema?

Não deveria perder. O histórico das planilhas é importado na implantação, e o que estiver bagunçado é padronizado nessa etapa. Migração de dados faz parte do projeto e precisa estar escrita na proposta.

Dá para migrar sem parar a operação?

Dá, e é o normal. O caminho usual é rodar o sistema em paralelo com a planilha por um período curto, conferir se os números batem e só então desligar a planilha.

Na sua empresa

Quer aplicar isso no seu caso? Comece pelo diagnóstico.

São 30 minutos, sem custo. Você sai sabendo o que dá para resolver, em quanto tempo e por quanto, feche negócio ou não.

Continue lendo

Mais do blog.

Todos de sistemas e automação

Diagnóstico gratuito · 30 min

Vamos conversar?

Conte o que trava a sua empresa. Em 24-48h você recebe a proposta, com escopo, prazo e preço fechados.

Chamar no WhatsApp

Prefere e-mail ou telefone? Veja todos os canais.