Quanto custa um sistema sob medida para empresa

Cassio Bona Junior, fundador da Voltz Pixel

Cassio Bona Junior

Quem pesquisa “quanto custa um sistema sob medida” quer uma tabela. Não existe tabela, e desconfie de quem apresenta uma: o preço de um sistema é formado pelo escopo, e escopo é a parte que ninguém consegue adivinhar antes de entender a sua operação.

O que existe, e é isso que este guia entrega, é a lista honesta do que move o valor para cima e para baixo. Com ela você consegue ler uma proposta e saber se o número faz sentido, em vez de escolher pelo menor.

O que forma o preço

Um sistema custa, basicamente, o tempo de gente qualificada para desenhar, construir, testar e colocar no ar. Cinco fatores mexem nesse tempo:

1. Quantidade de fluxos. Um sistema que só controla ordens de serviço é um projeto. Um que controla ordens de serviço, emite cobrança, avisa o cliente e concilia o pagamento são quatro. O preço acompanha os fluxos, não as telas.

2. Integrações. Cada sistema externo que precisa conversar com o seu (WhatsApp, meio de pagamento, emissor de nota, ERP contábil, planilha do contador) é trabalho próprio, com regra de erro própria. Integração é onde os projetos costumam estourar prazo, porque o que quebra não está sob seu controle.

3. Regra de negócio. “Calcular comissão” pode ser uma multiplicação ou pode ser uma tabela por vendedor, por produto, com meta, com desconto e com estorno. A segunda custa várias vezes a primeira, e a diferença não aparece na tela.

4. Migração de dados. Trazer o histórico de cinco planilhas com padrões diferentes dá mais trabalho do que muita gente imagina. É a etapa que, ignorada na proposta, vira surpresa depois.

5. Quantidade de gente usando. Um sistema para três pessoas do escritório e um para trinta pessoas em campo têm exigências diferentes de permissão, de desempenho e de tolerância a erro.

O que não deveria pesar no preço (e às vezes pesa)

Cuidado com proposta que cobra por tela, por usuário adicional sem limite claro, ou que trata “relatório” como item avulso. Relatório é consequência do dado bem modelado: se cada número novo vira orçamento extra, o dado provavelmente foi modelado errado.

Como comparar duas propostas

Coloque as duas lado a lado e procure por estas cinco linhas. Se uma proposta não responde, o número dela não é comparável:

O que procurar Por que importa
Escopo em fluxos, não em telas Tela é aparência; fluxo é o que a empresa faz
Prazo com data, não “em breve” Prazo vago é prazo que escorrega
Quem é o dono do código e dos dados Sem isso, você aluga a própria operação
O que acontece depois da entrega Suporte, ajuste e evolução têm custo, diga qual
O que está fora O que não está escrito vira discussão depois

A última linha é a mais importante e a mais rara. Proposta boa diz o que não vai fazer.

O barato que sai caro

Três padrões que se repetem em empresas da região:

A ferramenta de prateleira que quase serve. Custa pouco por mês e resolve 70% do processo. Os 30% que faltam viram planilha paralela, e a planilha paralela vira a fonte da verdade. Você paga a assinatura e continua operando no improviso.

O freelancer sem contrato de continuidade. Entrega funcionando e some. Seis meses depois, ninguém consegue mexer, porque o código é ilegível e não tem documentação. O segundo desenvolvedor cobra mais para entender do que cobraria para refazer.

O sistema grande demais para o momento. Empresa de oito pessoas especificando o sistema que vai precisar quando tiver oitenta. Paga hoje por complexidade que só serviria daqui a três anos, e provavelmente não vai chegar lá desse jeito.

O caminho que costuma custar menos

Comece pelo gargalo que mais custa dinheiro hoje. Não pelo que mais incomoda: pelo que mais custa. São coisas diferentes, e a conta mostra qual é qual.

Coloque essa parte no ar, use por algumas semanas e só então decida a próxima. Sistema usado ensina mais sobre o que a empresa precisa do que qualquer reunião de levantamento, e a ordem certa das etapas economiza mais dinheiro do que qualquer desconto na proposta.

Nossa forma de trabalhar

Na Voltz Pixel o diagnóstico vem antes do preço, e é gratuito. São cerca de 30 minutos sobre a sua operação, e você sai dele sabendo o que dá para resolver, em que ordem e o que cada etapa envolve. A proposta chega em 24-48h com escopo, prazo e preço fechados, e o que está combinado é o que se paga.

Para presença digital (site institucional, landing page, loja virtual) trabalhamos a partir de R$ 1.000 por projeto, porque ali o escopo é mais previsível. Sistema sob medida não tem valor de tabela pelo motivo que este guia inteiro explica: o preço nasce do problema, e o problema é seu, não do catálogo.

Perguntas frequentes

Dá para saber o preço de um sistema antes de conversar?

Dá para saber a faixa e o que a define, que é o que este guia explica. O número fechado só existe depois que o escopo está claro, porque é o escopo que forma o preço. Qualquer valor dito antes disso é chute, e chute costuma virar aditivo no meio do projeto.

Por que duas propostas para o mesmo sistema chegam com preços tão diferentes?

Quase sempre porque não são o mesmo sistema. Uma inclui migração de dados, integrações e treinamento; a outra entrega a tela e para por aí. Compare o que está escrito em cada uma antes de comparar o número final.

Vale a pena começar pequeno?

Quase sempre sim. Resolver primeiro o gargalo que mais custa dinheiro hoje, colocar no ar e crescer a partir do uso real custa menos e erra menos do que especificar o sistema inteiro de uma vez.

Quer aplicar isso na sua empresa? Comece pelo diagnóstico.

São 30 minutos sobre a sua operação, sem custo. Você sai sabendo o que dá para resolver, em quanto tempo e por quanto, feche negócio ou não.

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